Quociente Q/D

De forma a melhor gerir o potencial humano nas organizações, e no contexto do meu trabalho na área da gestão, desenvolvi um indicador fundamental para avaliar as capacidades reais de uma equipa, departamento ou empresa. Trata-se do Quociente Q/D.

Este indicador divide o grau de qualificações de uma pessoa pelo seu grau de doutrinação. Pretende-se que o resultado seja superior a 1, o que se traduz na capacidade útil do conhecimento ou seja de implementar transformações adaptativas para a organização através da mobilização construtiva do conhecimento existente. Um resultado inferior ou igual a 1 é um mau diagnóstico porque significa que a mobilização do conhecimento é não apenas motivada por, como destinada a, preservar uma doutrina.

Esta ferramenta essencial de diagnóstico permite explicar porque é que perfis que são bons no papel podem ser absolutamente desastrosos para a organização. Explica ainda porque é que a moderna academia está a prejudicar as organizações, ao promover a doutrinação dos estudantes pelo menos tanto quanto as suas qualificações. Esta doutrinação nem sequer é política, é cientifica, e resulta ultimamente na incapacidade das pessoas de mobilizar as suas competências para mais do que aplicar a «sua ciência», para CRIAR ciência ou seja desenvolver o corpo de conhecimento existente.

Uma das vantagens deste indicador é que é extremamente fácil e prático de medir. Por exemplo, se quando questionado acerca do motivo pelo qual um colaborador desenvolve a sua abordagem a um problema, este responde com um equivalente ao racional «Porque sim.» ou «Porque fulano disse que era para ser assim.», o Quociente Q/D é objetivamente inferior a 1. Outro exemplo é que tipicamente os colaboradores que defendem uma visão da organização por castas, em que os deveres e direitos das pessoas são determinados não por um contrato social ou legal mas por atributos ou qualificações pessoais socialmente adquiridas, estes colaboradores não podem por definição ter um Quociente QD favorável.

Experimente já este novo indicador na sua organização e veja por si os resultados!

Engenharia no Portugal Camponês

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Palavras para quê? Um fiel retrato de época que explica como é que chegámos ao ponto onde estamos hoje em engenharia neste país.

Apreciem como a criada se coloca em sentido perante o Sr Engenheiro quando este chega a casa, e a primeira coisa que ele faz é interrogar se o jantar está pronto. A resposta, naturalmente, é um confiante e submisso “Está sim, Sr Engenheiro”.

Mas as semelhanças não ficam por aqui nesta produção portuguesa profética. No último episódio, os filhos do proprietário de um restaurante antigo adquirem a propriedade deste por meios duvidosos, com o intuito de o converter num snack-bar. É o que acontece ainda hoje com as escolas de engenharia legacy, que tentam a todo o custo reconverter em snack-bares de engenharia com o intuito de cativar as novas gerações de Srs Engenheiros.

Primeira telenovela portuguesa, exibida em 1982, sobre a vida de uma família da classe alta e proprietária de uma empresa de vinhos chamada “Vila Faia”, e que pretende ser um retrato da sociedade portuguesa da época. Os problemas no seio da família, os crimes acontecidos na empresa e o romance de João Gudunha e Mariette são os temas principais desta trama. Nos principais papéis estavam Nicolau Breyner, Margarida Carpinteiro, Ruy de Carvalho, Rosa Lobato Faria, Mariana Rey Monteiro, Ana Zanatti, Varela Silva, Glória de Matos, entre outros.

A Indústria (parte 2)

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Para perceber como é que uma política de pleno emprego pode coexistir com uma indústria automatizada, basta perceber em que é que aquela lhe pode ser útil.

No livro “Bullshit Jobs”, David Graeber fornece uma explicação a partir dos dados que recolheu. A interpretação aqui é minha, porque para já o que li da tese dele limita-se a constatar os factos em que me baseio. Mas acredito que ele irá chegar a esta conclusão, directa ou indirectamente.

Ter pessoas com valor político na organização, pessoas alienadas acerca da organização em que se inserem, pessoas que desconhecem qualquer racional a respeito dos processos que seguem, pessoas castradas ao ponto de perderem qualquer agência própria no local de trabalho, etc, apesar de contradizer todos os pressupostos de uma economia de mercado e em particular da iniciativa e gestão privada, é útil à organização fortemente automatizada. Porque é um layer de alienação adicional dos clientes relativamente aos mecanismos automáticos que regulam a actividade da organização. Dá uma cara humana a processos não humanos. Dá a ilusão de haver agência humana. Promove o score social da organização contando que ela desenvolva as métricas certas para ser socialmente percebida como útil e relevante (programas de caridade, mindfullness, redes sociais fofinhas, etc).

Nunca será mais fácil desenvolver automação do que isto.

E eu tenho a experiência que comprova a tese. Foi preciso dissecar o processo de atribuição de crédito de um dado banco, durante uma reunião presencial e dez iterações não presenciais, para finalmente ter um gerente a dizer-me que um dos componentes da decisão do banco é um score atribuído por um sistema de informação. E mesmo este gerente disse-me que, não sendo informático, não sabia nada a respeito desse sistema. Ao que obviamente lhe respondi que, tratando-se de informação de negócio, não se admite outra alternativa a não ser saber o que esse sistema faz e como o faz.

Bandalheira mercantil

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Bandalheira privada, como é evidente.

Afinal, a Uber não era a personificação do incrível mundo das startups, do empreendorismo e da modernidade capitalista, era apenas mais uma multinacional disposta a abusar do poder, fugir à lei e enganar meio mundo para enriquecer os seus accionistas.

Mark macGann não poderia ter sido mais claro: “vendemos às pessoas uma mentira”.

Joana Mortágua in Jornal i

A Indústria

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Desde a indústria académica, passando pelos industriais das empresas e as suas “engenharias”, até aos engenheiros farsantes que não passam de papagaios incompetentes de farsas industriais, toda a moderna indústria está aqui perfeitamente retratada e explicada.

(…) os seus excessos não podem ser tidos como um plano malévolo, mas que foram apenas os devaneios de uma dona de casa que não tem mais que o ensino médio e que passa a maior parte do seu tempo a aborrecer-se com os afazeres domésticos.

(…) a maioria das entradas falsas foram como uma engenharia a que se viu forçada pela própria coerência da narrativa que iniciara nas primeiras entradas que editou e que deixaram uma série de lacunas a pedir resolução.

“Como diz o ditado, para se contar bem uma mentira, aquele que lhe deu origem não demora a perceber que esta exige a companhia de outras que a sustentem. Uma vez que senti relutância em apagar centenas de milhares de palavras que já havia escrito, acabei por ceder ao artifício que eu própria criara (…)”

Diogo Vaz Pinto in Observador

Hope

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I believe we will have the priviledge of witnessing this again in our lifetime.
Tulsi Gabbard will be the one.

Robert Kennedy rides the crest of a wave of outstreched hands at Monterey Airport, March 1968.

Russia

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The Free World respects Russia.

This post was made before the Russian attack on Ukraine. War is not the solution to problems, and by this standard both the Russian and Western governments are at fault and the people who wish peace are bound not to take up arms against each other but to make their leadership accountable under that standard.

Engaging in war is a criminal act, as it is a criminal act to supply weaponry to a country so its civilians face a professional experienced army, thus sponsoring genocide.

The Western leadership is criminal as it is the Russian leadership, however while in the past years the Western leadership has been ramping up tensions with the East, the Russian leadership has been warning of consequences to no avail.

I hold the Western leadership accountable for sponsoring war because I am a western citizen.